quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Presidente do TCDF diz que crise 

na Saúde

 se deve à incompetência

Sobra dinheiro e falta gestão na Saúde Pública do Distrito Federal. Desta forma o presidente do Tribunal de Contas do DF (TCDF), conselheiro Renato Rainha, avalia um dos pontos mais sensíveis da máquina pública brasiliense, cujas fragilidades castigam a população diariamente. Sem se esquivar de polêmicas institucionais, Rainha atribui  a crise na rede pública de Saúde à falta de competência dos gestores públicos. Segundo o conselheiro, o Tribunal fará neste ano uma auditória constante do sistema de Saúde a partir de março. De olho nas contas públicas, Rainha alerta para o sucateamento da Segurança Pública, pois ao longo dos últimos anos o investimento do Fundo Constitucional no setor tem diminuído percentualmente de forma constante. 

Enquanto isso...

Homicídios marcam a madrugada 

desta terça (19) no Distrito Federal


Desde o fim de semana muitos homicídios e agressões foram registrados em diversos pontos do Distrito Federal. Entre a noite dessa segunda (18) e a madrugada de terça (19) não foi diferente.
Mesmo após o Governo do Distrito Federal decidir reforçar o policiamento nas ruas, a Polícia Civil contabilizou três homicídios, sendo dois em Samambaia e um em Sobradinho, além de um disparo de arma de fogo em Planaltina, somente esta noite.  

Fontes: 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Nossos governos: de ontem, de hoje (de amanhã?)


A tragicomédia que é a história brasileira tem palavras-chave: inflação, corrupção, despesa e dívida. A solução está na forma como precisamos enxergar tudo isso.


Aconteceu em 1821. Dom Pedro assumia o governo do Brasil na condição de príncipe regente e o cenário era desanimador. As despesas públicas somavam o dobro da arrecadação de impostos nas províncias. Para cada real de receita, o príncipe gastava dois. A dívida nacional só aumentava, chegando a triplicar nos cinco anos seguintes. O motivo? O governo ordenava gastos, mas não obtinha recursos para tal. 
Além disso, a corrupção assolava a principal instituição do país na época, o Banco do Brasil. Segundo D.Pedro, os dilapidadores eram os próprios administradores. No rol de problemas econômicos que o jovem príncipe precisava enfrentar, ainda estavam a inflação alta e a desvalorização da moeda: a libra esterlina que, até então, era trocada por 4.000 réis, passou a ser cotada a 5.000 réis.
Em meio a tantos problemas, D. Pedro escreveu a seguinte súplica ao pai, rei de Portugal, D. João VI: “Peço a Vossa Majestade, por tudo quanto há de mais sagrado, me queira dispensar deste emprego que me matará pelos contínuos e horrorosos painéis, uns já à vista, e outros muito piores para o futuro*”.
Aconteceu em 2015. D. Dilma Rousseff assume o governo do Brasil na condição de presidente da república. A dívida pública está alta e os recursos são insuficientes para cobrir despesas que não param de crescer. A corrupção assola um dos principais patrimônios nacionais, a Petrobras. E os dilapidadores, mais uma vez, são os próprios administradores. No rol de problemas econômicos, a presidente precisa enfrentar a inflação que chegou aos dois dígitos, com uma taxa de 10,67%. E ainda a desvalorização da moeda, com o dólar chegando a 4 reais. Uma única diferença em relação a D. Pedro: Dilma não é princesa regente e, sim, presidente reincidente; herdeira da sua própria gestão ruinosa no mandato anterior.
A tragicomédia que é a história brasileira tem palavras-chave: inflação, corrupção, despesa e dívida. Estamos enfrentando sempre os mesmos problemas e os governantes, quando questionados, sempre adotam uma resposta-padrão: “Isso também aconteceu na gestão anterior”. Essa verdade deveria ser compreendida como um contrassenso e, não, como uma maneira de minimizar os erros do momento.
Quando o país deixará de ver como natural, ou parte da nossa trajetória histórica, a corrupção e a estupidez econômica?
Já reconhecemos os absurdos. Agora precisamos parar de aceitá-los como parte do DNA da nação. Precisamos de uma geração que não diga “o Brasil é assim mesmo”, mas que promova seu próprio levante. O Movimento Brasil Eficiente, por exemplo, já decidiu que não aceitará como racional, justo e imutável o sistema tributário que temos hoje. Uma cobrança de impostos que consegue a proeza de sufocar produtores e consumidores, e ainda ter um dos piores retornos ao contribuinte. Tudo isso, ao mesmo tempo.
Agora, precisamos de uma população que não aceite mais o fato de termos nada menos que 62 parlamentares, ex-parlamentares, dirigentes de partido, ministros e governadores envolvidos no maior escândalo de corrupção, que é a Lava Jato. Há outros, que ampliariam a lista dos envolvidos. Chega de dizer que todos os políticos são igualmente ruins. E ainda, que não se ache comum sofrermos com epidemias de dengue ou Zika. Essas doenças não fazem parte de países desenvolvidos. A inflação também não é algo banal. Entrar no supermercado com uma nota de 50 reais e perceber que com ela levamos pouquíssimos itens é cruel. O fato de ter acontecido nos anos 80 e 90 não deveria nos acalmar.
É difícil livrar uma nação de vícios históricos, mas o primeiro passo para qualquer mudança é parar de aceitar o caminho da mesmice e de encarar problemas tão antigos como “normais”. O maior desejo coletivo em 2016, é que 1821 chegue logo ao fim.

Onda de assaltos não perdoa 

nem policiais


onda de roubos que assola o Distrito Federal não perdoa nem os integrantes das forças de segurança pública. Entre as 12h45 e as 14h desta terça-feira (19/1), três policiais foram alvo de bandidos em diferentes cidades. Uma agente da Polícia Civil da Direção-Geral da corporação teve o carro roubado às 12h45 por um grupo de assaltantes. A policial foi abordada quando passava pela QNL, em Taguatinga.

Os criminosos levaram o jipe Vitara de placa JKJ-9636 e a arma da policial. Durante a ação, os criminosos contaram com o apoio de outro carro, um Fox branco. De acordo com relatos de testemunhas, os veículos seguiram em direção a Samambaia. Quase no mesmo horário, um tenente da Polícia Militar teve o carro roubado na QNM 40, na M Norte. Quatro homens renderam o oficial e levaram a picape Nissan Frontier dirigida pelo oficial.
Por volta das 14h, um policial civil aposentado foi rendido quando estava dentro de casa, no Setor de Chácaras de Brazlândia. Quatro homens roubaram os móveis da casa do policial e fugiram em uma Fiat Strada que pertence ao agente aposentado.
Mais crimes
Horas antes, em Taguatinga, uma família foi feita refém durante o roubo a uma residência no Setor de Mansões da cidade. Os moradores foram abordados quando saíam de casa para deixar um parente no aeroporto. De acordo com as vítimas, o roubo durou cerca de 15 minutos. Os bandidos fugiram levando R$ 5 mil em dinheiro, jóias, cartões de crédito, computadores e aparelhos celulares. O bando fugiu em dois carros da família, duas Fiat Strada, uma cor prata, cabine simples, placa JIC-3019,e a outra, cor preta, cabine dupla, placa JJK-1646.

A 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro) investiga o caso. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Assaltos provocam mudanças na central de operações de segurança do DF

Os recentes episódios de violência no Distrito Federal assustam a ponto de o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) convocar uma reunião de emergência com a cúpula da segurança pública. Coincidência ou não, isso aconteceu depois dos ataques a residências da Asa Sul e do Lago Sul, na última semana. Na tarde de ontem, o socialista reuniu a equipe para planejar ações na área e tentar frear a onda de crimes. Uma das medidas é reformular o canal de emergência 190, alvo de reclamações da população, que alega demora no atendimento. O GDF deve remanejar servidores de setores administrativos para complementar as vagas da Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade). Só em dezembro, a Ciade recebeu 229.269 ligações. Do total, 181.399 resultaram em ocorrências.

O governador afirma ter intensificado o policiamento com 600 homens a mais nas ruas. “O comandante da Polícia Militar está trocando o expediente administrativo alguns dias da semana, colocando todo o efetivo nas ruas. Nós vamos fazer algumas reformulações na central de informações e de operações da PM, o 190, para garantir maior agilidade à população de Brasília”, reforça Rollemberg.

O socialista ressalta que mudou a rotina de trabalho da corporação a fim de evitar os delitos. “Reforçamos o policiamento na última semana. Nesse fim de semana, apreendemos 15 armas e, durante duas semanas, a PM não teve expediente administrativo para reforçar o patrulhamento. Vamos continuar reforçando o policiamento para evitar o crime”, afirmou o governador.

O encontro de ontem para tratar dos assaltos reuniu o comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Nunes; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Esteves Júnior; o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; o diretor-geral do Detran-DF, Jayme Amorim, a secretária de Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar; e o assessor de Gestão Estratégica e Projetos da Secretaria de Segurança Pública, Haroldo Areal. 

Resiliência: o segredo para a mudança 


Você está no caminho certo, meu amigo. Eu lhe digo, com todas as letras: somos privilegiados. Por muito tempo você vai se lastimar do tempo, julgando-se velho para encontrar suas potências.
Desista dessa ideia. Não se lastime. O segredo não está em começar cedo, mas com amor.
Na verdade, você tem se preparado como poucos para cumprir sua missão.
Não é todo mundo que tem o privilégio de passar pelas dificuldades antes de encontrar o trabalho ao qual dedicará seu artesanato diário.
Veja por este lado: você está aprendendo a se expressar, a lidar com pessoas, a respeitar ou desapegar das ideias dessas pessoas, a administrar o dinheiro e o poder, a conviver com o cansaço.
Essa é a coisa mais distinta que um ser humano pode aprender enquanto jovem de espírito: adquirir o mérito da resiliência.
Longos anos virão. Longos dias virão. Na hora do desespero, lembre-se: você está no caminho.
A vida inteira somos educados a ignorar o percurso e atermo-nos ao destino. Aguente a viagem. Aproveite as belezas que aparecem na estrada, aqui e ali, no pequeno espaço entre a rotina. Você precisará desse cansaço. É o que vai dar fome e gosto ao porvir. Vai perceber que não houve tempo perdido – nunca há.

Polícia Militar corre o risco de perder até 1 mil 

servidores 

em 2016 devido a aposentadorias


Nesses dias em que os recorrentes problemas na segurança pública voltaram a ser assunto dos brasilienses, com assaltos a mão armada, roubos a residências e homicídios, um dado preocupa ainda mais a população: a perspectiva de as forças policiais terem o efetivo reduzido.

A edição desta segunda-feira (18/1) do Diário Oficial do Distrito Federal publicou o pedido de reserva remunerada de 45 policiais militares, entre cabos, sargentos e tenentes. A debandada — um duro golpe na corporação, que precisa lidar com o avanço da criminalidade no Distrito Federal — pode se agravar ainda mais ao longo de 2016.
Fontes da Polícia Militar ouvidas estimam que o número de pedidos de aposentadoria possa chegar a 1 mil policiais até o fim deste ano, sem contar militares do Corpo de Bombeiros, agentes e delegados da Polícia Civil.
Com um efetivo atual de pouco mais de 15,2 mil policiais — quando o necessário seriam pelo menos 18 mil homens —,  a corporação está defasada em 22%. Pouco mais da metade da tropa tem mais de 20 anos de serviço.
Confira a integra no portal Metrópoles: Deficit na PMDF

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Eles querem uma nova polícia


Na contramão do pensamento hegemônico das polícias, que legitima práticas criminosas, policiais que são ativistas em direitos humanos lutam, de dentro das corporações, por uma reestruturação do modelo de segurança pública vigente. Espalhados pelo país, alguns deles contam à Ponte Jornalismo como buscam espaços para defender suas posições.

Conhecido por sua militância em defesa dos direitos humanos e pelo fim da guerra às drogas, o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Orlando Zaccone, 51 anos, ressalta que a polícia tem um viés autoritário no Brasil, onde ser policial significa se afastar dos interesses populares e se atrelar aos interesses dos governos. “Alguns policiais que, politicamente, se posicionam contra formas autoritárias e modelos fascistas de governo, muitas vezes vistos como ‘menos policiais’, acabam buscando espaços dentro das instituições para andar na contramão, e formas de operar que levem a polícia a um patamar mais democrático”, analisa.

É o caso do tenente Anderson Duarte, 32 anos, da Polícia Militar do Ceará, que paga um preço alto por ser o único oficial cearense em atividade a se colocar publicamente a favor da desmilitarização das polícias. “Quando você assume posições na contramão do sistema, está implicando a sua carreira e a sua própria vida. É uma decisão muito séria”, afirma.

Nascido em família pobre, como a maioria de seus colegas, Anderson ingressou na PM por necessidade, há dez anos, quando cursava Geografia na UECE (Universidade Estadual do Ceará) e seguiu estudando, o que logo se mostrou um obstáculo: quando o policial iniciou o mestrado em Educação na UFC (Universidade Federal do Ceará), ouviu de um comandante que “policial não é pra ficar estudando, não” e foi transferido do setor administrativo para a rua.

Em 2012, após uma série de postagens críticas em seu perfil no Facebook, o oficial foi transferido de Fortaleza para a cidade de Crateús (a 370 quilômetros da capital), por 20 dias, sem ter sido consultado previamente e sem direito à licença de 10 dias para deslocamento. Ainda que de forma velada, situações como esta impedem que o policial tenha direito à liberdade de expressão – garantido pela Constituição Federal de 1988 a todo cidadão brasileiro.

“Sempre acreditei que somente um trabalhador da segurança pública pleno de seus direitos de cidadania poderá reconhecer e garantir direitos dos demais cidadãos. Por isso, reivindiquei muitas vezes o direito de liberdade de expressão dos policiais nas redes sociais”, diz o tenente, aludindo à sua luta para que se torne lei a portaria interministerial da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Ministério da Justiça que estabelece as Diretrizes Nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública. “O respeito a esse direito é fundamental para que haja mais democracia interna nas instituições de segurança e, consequentemente, na sociedade”, completa.

Expostos a um estatuto diferenciado do restante da população, policiais militares são submetidos a um poder punitivo muito mais amplo. A desmilitarização da polícia, para Anderson Duarte, é o primeiro passo para “transformar policiais em cidadãos”, reconhecendo direitos trabalhistas que hoje não possuem, como o direito à greve. “Assim, o policial vai começar a se reconhecer como cidadão e, talvez assim, reconhecer um cidadão. Porque é muito difícil, para quem não tem direitos, reconhecer direitos”, destaca o tenente da PM cearense.




Confira a integra no link: Eles Querem uma Nova Polícia


“Sempre acreditei que somente um trabalhador da segurança pública pleno de seus direitos de cidadania poderá reconhecer e garantir direitos dos demais cidadãos".

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#Carreira Digna;